terça-feira, 16 de outubro de 2012

Junho concede entrevista à revista CanCam, edição Outubro/2012







2PM, o grupo mais forte e animal da Ásia. O vocalista principal do 2PM, Junho!
Eles estrearam na Coreia em 2008, e ascenderam ao topo rapidamente como grupo ídolo do país.
Tiveram sua estréia no Japão em 2010 com o single Take Off, e dentre todos os grupos de Kpop, o 2PM quebrou o record de maior número de singles vendidos na primeira semana! Junho compôs diversas músicas que fazem parte dos últimos álbuns do grupo.

O dia do cantor, geralmente, é cheio de atividades, e ele sente que isso o sufoca um pouco. Para encontrar a  real felicidade e satisfação, Junho é voluntário em causas sociais. Uma pessoa que tem esse tipo de atitude para ajudar o próximo, seja homem ou mulher, jovem ou idoso, é alguém para se admirar!

P: Por ter realizado atividades solo, mesmo como membro do 2PM, e participado de trabalhos voluntários, o que planeja fazer em seguida?

R: Desejo fazer ainda mais atividades solo. Quando estive na Etiópia, os outros integrantes do 2PM também estavam fazendo atividades solo. Assim que a viagem acabou, fui obrigado a voltar à minha rotina estressante. Senti-me confuso naquela época, como se o senso de realidade tivesse sido arrancado de mim. Agora, sinto-me bem ao pensar sobre o tempo que passei na África. Amadureci muito após a viagem, e quero continuar amadurecendo de modo que as mudanças sejam visíveis.

P: ”One Day” tem recebido boas críticas, e a “JYP Nation In Japan 2012? foi um sucesso. O novo single lançado na Coreia também tem ganhado muita atenção. O 2PM pode dizer que este tem sido um ano fantástico?


R: Sim, com certeza. ”One Day” é uma música de encorajamento que fala sobre como continuar, mesmo em tempos difíceis, e crer que tempos melhores virão. Pessoal, ouçam com o coração e nos apoiem. Vocês verão um lado maduro de cada um dos integrantes do OneDay, lutaremos para sempre melhorarmos os aspectos de tudo o que fazemos.

Junho conta como foi sua experiência na Etiópia.

P: Por que você embarcou naquela viagem?


R: Antes mesmo de eu ter minha estreia como cantor, trabalhos voluntários eram do meu interesse. Se as coisas que eu faço impactam as pessoas, então eu só quero fazer coisas boas. Além disso, eu queria poder apoiar a equipe da World Vision em seu trabalho.
Já que sempre quis ser um voluntário, fui atrás de ONGs e encontrei a World Vision. Isso aconteceu dois anos atrás, foi quando me inscrevi.  Havia o plano de apadrinhar uma criança da Etiópia chamada Felmeta. Nós trocávamos cartas, e através da W.V eu acompanhava o processo todo.  A W.V usa o dinheiro das doações para melhorar a condição de vida de pessoas necessitadas.  Como eu havia dito, pude ajudá-los por um tempo.

P: O que realmente te fez entrar em um avião e seguir em direção à Etiópia?


R: Há cerca de um ano, eu estava almoçando com um dos técnicos de som da JYPE, falando sobre coisas do dia-a-dia, e foi aí que a ideia surgiu. Na ocasião, eu me encontrava super ocupado e estava perdendo o senso das coisas que aconteciam comigo e ao meu redor.  Não havia tempo para o lazer, mas não era como se eu estivesse depressivo, era mais como não saber o porquê de eu estar fazendo o que eu vinha fazendo. Descobri que a pessoa com quem eu conversei sobre a ideia de ir à Etiópia também sentia o mesmo. As nossas férias estavam quase no fim e eu tinha várias outras atividades fora do 2PM, mas eu precisava fazer aquilo, então entrei em contato com a World Vision e disse, ’Quero visitar a criança que eu apadrinhei, como posso fazer isso?’ Eu queria muito encontrar o Felmeta e ver como ele vivia. Conversar somente através de cartas não era mais o suficiente para mim, eu queria conversar cara a cara e mostrar que a pessoa que se importa com ele existia mesmo. No começo, as pessoas mais próximas a mim não apoiaram minha ideia e vontade, constantemente perguntando por que eu escolhi fazer aquilo em uma época tão atribulada ou por que eu não usei o tempinho que havia sobrado para fazer outras atividades solo. No fim das contas, ganhei permissão para ir e também bons conselhos. Era como se, se eu não fizesse algo naquele momento, não fosse ter outra oportunidade no resto da minha vida, sabe ? Eu simplesmente precisava ir.

P: Conte-nos um pouco do que você faz lá.

R: Interagi com os moradores da região que visitei e vi um pouco da condição em que viviam. Eles são muito pobres e o lugar é propício para doenças. Tentamos melhorar as condições dando a eles sapatos e meias novas para protegem-se das doenças que são adquiridas pelo solo quase que venenoso. Conheci o Felmeta, entreguei-lhe presentes, brinquei com ele e até visitei sua escola!  Após meu encontro com o garoto, notei que a contaminação do solo e água era um grande problema, e então a AIDS e a pobreza pareciam mais reais para mim. A vida que eu levo é tão maravilhosa. Mesmo que aquelas pessoas fossem simples, elas pareciam muito felizes. Ao vê-las sorrir, senti-me muito emocionado. Desejo que a situação em que se encontravam mude para melhor, mas infelizmente não posso mudar as coisas sozinho, por isso esforço-me para conscientizar mais e mais pessoas sobre esse problema e pedir que envolvam-se em atividades que podem mudar as vidas de pessoas necessitadas.

P. No tempo em que esteve lá na Etiópia, qual foi a coisa que mais te fez sentir-se feliz e qual foi a maior dificuldade encontrada?

R: O momento mais feliz foi quando pude interagir com as crianças. O sorriso e risadas delas era como benção sendo derramada sobre mim. Felmeta sentiu-se um pouco tímido no começo, mas depois ele se soltou mais, isso foi muito bom. Quero lembrar-me do sorriso dele para sempre. Já o momento mais difícil…Bem, não recordo de nada assim. Acho que o fato de que aquelas crianças não tinham nada para comer e que a vida era tão dolorosa para elas, isso me fez sentir profunda tristeza.

P: Quais foram as coisas que você não conseguiu fazer durante sua viagem?
R: Acho que foi ajudar a resolver o problema com a água. Ela não era potável , mas era a única que eles possuíam para beber e tomar banho. Não pude fazer muito sobre isso, mas o canal de tv recebeu doações e um sistema de purificação foi instalado lá, então agora eles podem retirar água potável para usarem como precisarem.

P: O modo como você via o trabalho voluntário mudou após ter passado um certo período de tempo na África?

R: Sim. Sinto que se você deseja muito ajudar alguém e tem disposição para agir, algo grandioso pode acontecer. Se alguém que lê esta entrevista agora quer ajudar os necessitados,  desejo que sua coragem aumente e que coloque seus planos em ação. Não pense que é demais para suportar, você pode começar com pequenas atitudes, que tem consequências que fazem grande diferença! O que eu fiz não foi tão difícil, e eu acho que muitos de vocês podem fazer o mesmo se quiserem. Vamos transformar isso em uma corrente do bem! Eu faço, você faz e, juntos, encorajamos mais pessoas a fazerem também!

P: Quais são os seus planos para o futuro?
R: No momento, não pararei de ajudar crianças não tão privilegiadas, e quero também ajudar a causa animal. Mesmo que pareça algo bobo, não quero parar! Espero voltar à Etiópia, e, se eu tiver tempo, outros lugares, também.

P: O que o trabalho voluntário significa para você, Junho?

R: É a chance de dividir alegria, ajudar os desafortunados com amor. Não devemos pensar que as nossas contribuições são pequenas demais, ajudar deve ser o nosso único pensamento. É assim que deve ser! Não é o trabalho, mas é a atitude que você tem ao realizar esse trabalho, a sua relação com eles, o comprometimento. Não importa como é feito nem quanto tempo durará, contanto que algo seja feito com amor. Acho que isso é o mais importante.

Conheça o trabalho da World Vision no Brasil! Aqui no Brasil, essa maravilhosa organização é conhecida como Visão Mundial. Conheça mais aqui http://www.visaomundial.org.br/ e apadrinhe uma criança como o nosso querido herói Junho!

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